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Guia On Line de Clínica Buiátrica Maurício Garcia, Alice M.M.P. Della Libera, Ivan R. Barros Filho |
| Afecções do sistema locomotor |
Abordagem na anamnese e no exame geral
Assim com outros sistemas, o sistema locomotor está sujeito a lesões primárias de seus componentes, mas pode também afetar-se em decorrência de processos sediados em outras partes do organismo, tal como a acidose ruminal, que provoca laminite. Da mesma forma, lesões primárias do sistema locomotor podem determinar o envolvimento do estado geral do animal.
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| Animal com afecção podal | Alteração postural por dor |
Durante a anamnese, deve ser verificada a ocorrência de casos semelhantes na propriedade, bem como suas características epidemiológicas. Deve-se procurar, ainda, obter informações a respeito das instalações, do manejo e da alimentação.
No exame geral o clínico deve, inicialmente, observar as dependências da propriedade, atentando para o tipo de estabulação, concentração do gado, limpeza, estradas, pastos, etc. Com relação ao animal, o exame como um todo pode indicar processos com sede em outros sistemas, como o digestivo e o nervoso. O exame da pele, por exemplo, pode indicar a presença de escaras decorrentes de decúbito prolongado, feridas decorrentes de traumatismos ou pontos de supuração.
Deve-se inquirir sobre tratamentos prévios. Por exemplo, drogas antiinflamatórias não esteróides geralmente provocam melhora em claudicações por dor, mas não em claudicações mecânicas (anquiloses) nem em claudicações neurológicas (paresias, paralisias).
Exame especial
Para a realização do exame especial, deve-se observar o animal em quatro etapas - animal parado, animal em movimento, membros e cascos.
O exame do animal parado consiste em se inspecionar, basicamente, a sua postura em estação e em decúbito. Deve-se avaliar, também, a posição da cabeça e dos membros (abdução, adução, para frente e para trás). Todas alterações devem ser registradas.
A avaliação do animal em movimentação é feita observando o deitar, levantar e andar. Neste último caso, deve-se detectar a existência de claudicação. Caso exista é importante qualificá-la:
Muitas vezes, porém, os dois tipos de claudicação estão associados, caracterizando a claudicação mista.
O exame dos membros se faz, inicialmente, pela inspeção, a qual pode revelar alterações de tamanho, assimetria, feridas, drenagens e atrofia muscular. A palpação dos membros também é empregada, palpando-se a musculatura, ossos e pele. Avalia-se a consistência, temperatura, sensibilidade e tônus muscular (rigidez, fraqueza, paralisia). Como muitas vezes os quadros de paralisia de membros posteriores estão relacionados com lesão de medula espinhal, convém também avaliar o tônus da cauda e ânus.
Um exame muito importante, ainda, é a movimentação passiva dos membros. Deve-se, para tanto, fazer a movimentação dos membros verificando movimentos anormais, sensibilidade e crepitação (associa-se a auscultação).
Por fim, o exame do casco deve, em princípio, avaliar a sua forma. Cascos sadios possuem a face frontal formando um ângulo de 50o com o solo, a qual é cerca de duas vezes maior que a sua face caudal. Os cascos traseiros são mais pontudos que os dianteiros e suas unhas laterais são ligeiramente maiores que as mediais. Usualmente o casco dos bovinos cresce de 6 a 7 cm por mês. Para se realizar o exame do casco é necessário, inicialmente, limpá-lo e lavá-lo criteriosamente, caso contrário poderão não ser detectadas inúmeras alterações. Feito isto, deve-se observar a forma (achinelado, em tesoura, encastelado), o desgaste, e a presença de sulcos (laminite). Deve-se observar as paredes do casco, a sola, o talão e o espaço interdigital. A palpação avalia sensibilidade e mobilidade. Pode-se fazer a palpação indireta, com uma pinça de casco (sensibilidade) ou com sondas (profundidade de lesões). A percussão pode ser empregada, utilizando-se um pequeno martelo para a pesquisa de sensibilidade.
Exames complementares
Punção articular: pode colher o líquido sinovial cujas características podem ser muito úteis ao diagnóstico.
Exame radiográfico: particularmente útil no diagnóstico das porções mais baixas dos membros.
Anestesia diagnóstica: pode ser empregada para se avaliar a origem dos processos dolorosos.
Outros exames laboratoriais incluem a dosagem sérica de AST e CPK (para se avaliar lesões musculares) e o exame do suco de rúmen (para se detectar acidose).
Principais enfermidades
As principais enfermidades do sistema locomotor de ruminantes são:
Decúbito persistente
O decúbito persistente, também conhecido como "Síndrome da Vaca Caída" ou "Downer cow", é uma condição de etiologia múltipla na qual o animal não consegue se levantar. Os quadros mais freqüentes constumam acontecer em vacas leiteiras logo após o parto. Esta predileção está relacionada com a ocorrência aos distúrbios metabólicos puerperais (acetonemia e hipocalcemia), bem como a eventual traumas durante o trabalho de parto. Todavia, o decúbito persistente pode ocorrer nas mais diversas situações, quer sejam de natureza traumática, quer sejam associadas aos estados debilitantes em geral. O próprio decúbito por sua vez agrava o quadro, já que a compressão dos membros provoca lesões nervosas periféricas e degeneração muscular resultante da isquemia local. Acredita-se que após três dias seguidos de decúbito, as complicações decorrentes desta compressão tornam o quadro irreversível, qualquer que seja sua causa primária.
O animal caído apresenta hipoalgesia nos membros e, às vezes, paralisia de cauda e ânus. A persistência do decúbito provoca escaras na pele e queda na condição geral, com sensível desidratação. O apetite, entretanto, apresenta-se inalterado. Paralisias de nervos periféricos podem ocorrer, principalmente nos nervos radial (m. anterior), peroneal e tibial (m. posterior). A principal característica destas paralisias é a incapacidade de estender a extremidade dos membros afetados. O exame laboratorial do soro sangüíneo revela aumento nos valores das enzimas AST e CPK. Valores de AST inferiores a 200 mg% sugerem um bom prognóstico, ao passo que valores superiores a 500 mg% sugerem um mau prognóstico. Dosagens de AST entre esses dois valores sugerem prognóstico reservado.
Para se tratar o animal em decúbito, é importante salientar que a primeira providência a ser tomada é levantá-lo o mais cedo possível. Lembre-se que três dias seguidos de decúbito são suficientes para tornar o quadro irreversível. Muitos aparelhos já foram elaborados para suspender animais em decúbito, mas a conclusão que se tem hoje é que nenhum deles consegue manter um animal de pé de forma adequada. Os aparelhos podem, sim, suspender o animal, ou seja, ajudam o animal a se levantar, mas não servem para mantê-lo de pé. Assim, devem ser evitadas cintas, cordas, correntes e quaisquer outros recursos para manter o animal em pé. Uma pinça especial que se acopla nas tuberosidades ilíacas é particularmente útil para se levantar animais em decúbito.
A alimentação e a hidratação do animal deve ser garantida. Tratamento suporte, com soro, glicose, vitaminas e minerais pode ser benéfico. Deve-se, ainda, tratar as escaras da pele com antissépticos. Evidentemente, a causa primária do decúbito deve ser convenientemente tratada.
Luxação patelar
Trata-se de uma enfermidade de origem genética, em que ocorre a fixação permanente ou temporária da patela na porção superior da tróclea do fêmur. Esta fixação da patela impede que o membro flexione-se normalmente. Assim, o termo "luxação" é impróprio para se caracterizar esta doença, apesar de seu uso consagrado. É uma condição bastante freqüente em gado leiteiro e o animal afetado não consegue flexionar o membro afetado, mantendo estendido para trás. Na maioria das vezes, esta condição é transitória e ora aparece, ora desaparece. A ponta do casco afetado costuma apresentar certo desgaste na sua porção dorsal, uma vez que o animal arrasta o membro afetado quando este está estendido.
O tratamento da luxação patelar é basicamente cirúrgico. Para tanto, faz-se uma infiltração de 10 ml de lidocaína a 2% na face ventral da coxa. Após a tricotomia da região, faz-se uma incisão de 3 cm na altura do ligamento patelar medial, o qual deve ser seccionado na sua inserção na tuberosidade da tíbia.
Artrite
Lesões nas articulações usualmente estão relacionadas com os quadros de artrite. Conceitualmente, o termo artrite define a inflamação de uma articulação que, em princípio, pode ser qualquer uma do corpo. Entretanto, a inflamação das articulações carpo-ulnar e tarso-tibial são mais facilmente detectáveis pois se apresentam visivelmente espessadas quando inflamadas.
Nos bovinos e nos ovinos, a causa mais freqüente deste tipo de artrite é a poliartrite purulenta. A artrite nestes casos são decorrentes de bacteremias de microorganismos piogênicos oriundos de infecção umbelical. Os animais afetados, pricipalmente jovens, apresentam claudicação de apoio e mesmo impotência funcional. A punção da articulação afetada revela conteúdo purulento típico. O envolvimento de várias articulações justifica o nome de "poliartrite purulenta", empregado para designar tal doença. O prognóstico nestes casos usualmente é de reservado a mau. O tratamento, porém, pode ser tentado com antibióticos sistêmicos.
Nos caprinos, além desta enfermidade, podemos encontrar casos de artrite na artrite-encefalite caprina (CAE) e na micoplasmose.
A artrite-encefalite caprina (CAE - Caprine Arthritis-Encephalitis) é uma enfermidade provocada por um retrovírus que se transmite pela ingestão de leite/colostro de cabras infectadas, além de fômites contendo resíduos de sangue, como agulhas, tatuadores, etc. Em animais jovens, a doença se manifesta por paralisia flácida de membros posteriores, decorrente da mielite causada pelo vírus (apesar no nome da doença incluir o termo "encefalite", é mais comum a "mielite"). Em animais adultos, o vírus provoca um quadro de artrite, que se manifesta comumente por espessamento da articulação do carpo. O aspecto da articulação afetada e do líquido dela puncionado é muito parecido com aquele encontrado na micoplasmose. Uma análise microscópica de uma lâmina do material puncionado, todavia, pode ser útil na diferenciação das duas doenças, já que no caso da micoplasmose a célula mais freqüentemente encontrada é do tipo polimorfonuclear, ao passo que no caso da CAE encontram-se mononucleares. A CAE pode ser diagnosticada também por métodos sorológicos. Não existe tratamento para a CAE.
A micoplasmose é uma doença causada por várias espécies de bactérias do gênero Mycoplasma e é altamente contagiosa. O quadro se caracteriza por artrite, pleuropneumonia, mastite e lesões oculares. A doença se transmite diretamente de uma animal para outro e muitos criadores simplesmente aprendem a conviver com ela, já que sua eliminação completa é muito difícil. Os micoplasmas estão envolvidos em várias enfermidades, como a pneumonia enzoótica dos bezerros, a pleuropneumonia contagiosa e a agalaxia contagiosa das cabras.
A sorologia é um recurso que pode ser empregado em seu diagnóstico. Quadros respiratórios podem ser diagnosticados através do exame microbiológico de lavados traqueais. Em quadros articulares pode ser feita a cultura de punção articular, a qual é serosa (diferente da purulenta da poliartrite). Uma análise microscópica de uma lâmina do material puncionado, pode ainda ser útil na diferenciação da artrite-encefalite caprina, já que no caso da micoplasmose a célula mais freqüentemente encontrada é do tipo polimorfonuclear, ao passo que no outro caso encontram-se mononucleares.
O tratamento pode ser feito com antibióticos: enrofloxacina (Baytril®, Flotril® ): 2,5 mg/kg; danofloxacina (Advocin®): 1,25 mg/kg; tilosina (Tylan®): 25 mg/kg (dose inicial 50 mg/kg); lincomicina + espectinomicina (Linco-Spectin®): 15 mg/kg; espiramicina (Rovamicina®): 25 mg/kg.
Podridão-dos-cascos
Também chamada de "foot-rot" ou "piétin". A base desta doença é a umidade e acúmulo de fezes e urina favorecem o desenvolvimento de certas bactérias - Dichelobacter (Bacteroides) nodosus e Fusobacterium necrophosus - que vão provocar diferentes graus de erosão do casco afetado.
A "podridão-dos-cascos", ao lado da verminose, representa uma das principais doenças que acometem os ovinos. Em determinados rebanhos, o problema é particularmente sério, chegando a acometer a quase totalidade do rebanho.
A prevenção deve ser criteriosa e realizada através de pedilúvios (com sulfato de cobre, formol, etc.), instalações adequadas (sem umidade) e aparas freqüentes do casco. A seleção dos reprodutores/matrizes deve considerar a sua resitência genética a essas enfermidades. Animais com casos crônicos e rebeldes à terapia devem ser descartados. Pode-se valer, ainda, da vacinação dos animais (Footvac®).
Doença digital bovina
As doenças do casco representam o principal problema locomotor dos bovinos. Freqüentemente os cascos posteriores são mais afetados. Existem algumas explicações para este fato. Em primeiro lugar, o formato dos cascos são diferentes e a caracterísca mais "achinelada" dos posteriores favorece sua lesão, conforme será visto mais detalhadamente adiante. Além deste fato, exite nos membros posteriores a possibilidade de haver uma movimentação lateral do corpo que joga alternadamente o peso do corpo, ora para um lado, ora para o outro. Tal fato não ocorre nos membros anteriores devido à sua forma de inserção no tórax (ligamentos) que é diferente da forma de inserção dos membros posteriores (articulação). Finalmente, a região ao redor dos cascos traseiros usualmente é mais suja (fezes, urina, etc.) que a região ao redor dos cascos dianteiros.
As principais lesões que podem ser notadas durante o exame do casco dos bovinos incluem a úlcera de sola ("broca"), a erosão do bulbo, a inflamação interdigital, a hiperplasia interdigital ("tiloma"), a deformidade da unha e a inflamação da coroa.
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| Hiperplasia interdigital | Dermatite interdigital |
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| Erosão do bulbo | Deformidade da unha |
Estas lesões são manifestações de um complexo patológico aonde várias enfermidades estão relacionadas. A base deste complexo é um círculo vicioso composto basicamente por três pontos: dor, crescimento excessivo e úlcera de sola.
Vários processos podem provocar dor (dermatite interdigital, hiperplasia interdigital, traumas, laminite). A presença de dor provoca uma alteração na postura do animal, que evita apoiar a pata afetada ou passa a apoiá-la de maneira errada. Devido a esse apoio alterado, o casco afetado apresenta menor desgaste com conseqüente crescimento excessivo. Tal fato faz com que o animal passe a apoiar cada vez mais na base do casco e menos na ponta. Após certo tempo o casco apresentará uma deformação característica que é chamada de "casco achinelado". Este achinelamento também pode ocorrer em outras condições, independentes da ocorrência da dor. Alguns animais apresentam cascos achinelados espontâneamente, devido a problemas de natureza genética. A laminite, por sua vez, pode provocar lesão no tendão flexor profundo, o qual, não funcionando perfeitamente, vai favorecer o achinelamento. A simples ausência de desgaste natural do casco, em animais mantidos em solos muito macios, leva também ao aparecimento de casco achinelados.
A principal conseqüência do achinelamento do casco é o apoio excessivo na região do bulbo, porção do casco menos protegida. Na região do córium correspondente podem ocorrer pequenas hemorragias que vão formar um hematoma. Com o desgaste do casco, esse hematoma vai se romper e dar origem a uma úlcera na sola. A região preferencial desta úlcera é a transição da sola para o bulbo, sendo também chamada de “Úlcera de Rusterholz”. A contaminação desta úlcera vai provocar um quadro conhecido como pododermatite circunscrita que, por sua vez, também provoca dor, acentuando o “achinelamento”. A úlcera de sola pode, ainda, aparecer primariamente em lesões causadas por corpos estranhos, como pregos.
A úlcera de sola pode apresentar uma complicação ascendente, chegando a atingir partes mais profundas, inclusive a articulação interfalangena distal e o tendão flexor profundo. O quadro assim caracterizado chama-se artrite séptica interfalangena distal. A unha afetada apresenta um mobilidade nitidamente diminuída e o uso de um sonda pode demonstrar a profundidade da lesão.
O tratamento da doença digital bovina tem uma base comum. Após a devida contenção do animal, deve-se lavar copiosamente o casco com água e sabão. Após a limpeza, faz-se a apara do excesso de casco. Nos casos em que há a presença de tecidos necrosados ou de hiperplasias como o tiloma, é necessária sua remoção. É conveniente, antes, proceder a uma anestesia regional (Bier) com 10 mL de lidocaína 2% (Xylocaína®), mantendo-se um garrote para diminuir eventuais hemorragias.
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| Animal contido em decúbito | Animal contido em estação |
Nos casos de artrite interfalangena distal, é preciso fazer a remoção do sesamóide distal pela sola do casco e a ressecção da porção infeccionada do tendão flexor profundo. Em casos graves, pode ser necessária a amputação da unha afetada. A imobilização de unhas afetadas pode ser conveniente durante a fase de recuperação e pode ser realizada através da colocação de um tamanco de madeira na unha oposta, fixando-o com resinas especiais ou mesmo massa plástica usada em funilaria.
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| Extração de sesamóide | Amputação de unha |
Deve-se fazer, ao final, a aplicação local de uma mistura de sulfa em pó ou tetraciclina (Terramicina®, Talcin®) com sulfato de cobre e a colocação de uma bandagem de gaze ou atadura de crepe (penso), impermeabilizando-a com alcatrão vegetal. Este curativo deve ser trocado a cada 3 ou 4 dias. O sulfato de cobre só deve ser usado nos primeiros curativos, enquanto ainda há tecidos necrosados.
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| Aplicação de tamanco e bandagem | Impermeabilização da bandagem com alcatrão |
Tratamento sistêmico pode ser utilizado com antibióticos (Terramicina®, Talcin®, Baytril®, Advocin®) ou quimioterápicos (Tribrissem®, Borgal®).
A prevenção das enfermidades do casco deve ser criteriosa e realizada através de pedilúvios (com sulfato de cobre, sulfato de zinco, formol, cal), alimentação correta, instalações adequadas (piso) e aparas freqüentes do casco. A seleção dos reprodutores deve considerar a sua resistência genética a essas enfermidades.
Bibliografia
BORGES, J.R.J. & GARCIA, M. Guia Bayer de podologia bovina. 2.ed. São Paulo: Bayer, 2002. [CD-ROM]
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GARCIA, M. & BORGES, J.R. Doença digital bovina. In: RIET-CORREA, F. et al. Doenças de ruminantes e eqüinos. São Paulo: Varella, 2001. V.2, p.507-516.
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