 | Departamento de Inspeção Final: Um DIF lotado diz muito sobre um abatedouro. É a vitrine onde os erros são expostos. Ou seja, diferentemente de uma vitrine de loja, são as falhas de toda uma equipe que ficam à vista, mostra que a empresa não está conscientizada para exigir que cada um faça a sua parte, que não compreende serem todos responsáveis pela qualidade, começando pelo produtor, passando pelo transportador, abatedouro, até o distribuidor final. E é fácil ver porque. (Por falta de espaço, daremos apenas um exemplo).
Contusão e fratura deve-se verificar: rampa para carregamento na propriedade, caminhão com lotação compatível, conscientização do motorista sobre o modo de dirigir, rampa adequada para descarregamento no frigorífico, manuseio correto ao encaminhar para a pocilga e para o abate, sem dar pontapés nos animais (parece absurdo mas acontece com freqüência), choque adequado (as fraturas na coluna vertebral geralmente são devidas a choque excessivo - quebra do carré), manutenção adequada da depiladeira e demais equipamentos. Uma empresa bem organizada deve ter normas para cada tipo de trabalho e monitoramento adequado das mesmas (Cartilha do Produtor, Cartilha do Transportador, etc), pois as perdas podem ser grandes, sem contar o transtorno que significa 20 ou 30% dos animais no DIF.
Outras causas no DIF: contaminação (fezes, conteúdo gástrico), pelo, excesso de escaldagem, má sangria, criptorquida, artrite, abcesso, caquexia, cisto, cisticercose, dermatite, enterite, erisipela, gestação adiantada, hepatite, isquemia, icterícia/adipoxantose, linfadenite, magreza, não castrado, melanoma, melanose, mastite, metrite, nefrite, neoplasia, osteomielite, parto recente, pneumonia, pleurisia, peritonite, pericardite, sarcosporidiose, sarna. Como as causas são muitas, admite-se até 8% passarem pelo DIF como razoável. É possível trabalhar de modo adequado os animais que irão voltar para a linha. Numero muito maior que isso já evidencia falha grave e a causa deve ser procurada e corrigida.
Procedimento: o veterinario encarregado da inspeção deve instruir a emprêsa para organizar programas de controle de qualidade que abranjam: o produtor e seus fornecedores, o transportador, as práticas dentro do frigorífico, o controle de fornecedores da emprêsa, o acompanhamento do produto depois que deixou o frigorifico. É o conceito de qualidade total.
|