Zoonoses
Maurício Garcia e Luciana Sutti Martins

Peste

Introdução

Etiologia

Epidemiologia

Fonte de infecção: animais (principalmente roedores) e infectados / doentes.

Via de eliminação: na forma respiratória da peste (peste pneumônica), gotículas infectadas expelidas durante a tosse de homens e gatos.

Via de transmissão:

Porta de entrada: pele e trato respiratório

Susceptíveis: mamíferos em geral

Patogenia

Dependendo das circunstâncias, estas 3 formas da doença podem ocorrer separadamente ou simultaneamente:

Peste bubônica: é a forma mais comum da peste. Ocorre quando uma pulga infectada pica uma pessoa ou quando material contaminado com Yersinia pestis entra em contato com a pele lesada. Ocorre o aumento do linfonodo regional, que fica sensível e quente ao toque, sendo chamado de BUBO. O período de incubação varia de 2 a 6 dias. A peste bubônica não é transmitida de pessoa a pessoa.

Peste septicêmica: ocorre quando há multiplicação bacteriana no sangue. Pode ser uma complicação da peste bubônica ou pneumônica, ou então ocorrer sozinha. Quando ocorre sozinha, é causada da mesma maneira que a peste bubônica, com a única diferença de não se formarem os bubos. A peste septicêmica não é transmitida de pessoa a pessoa.

Peste pneumônica: ocorre quando a Yersinia pestis infecta os pulmões. A transmissão ocorre quando se aspira gotículas infectadas provenientes de pessoas ou animais com peste pneumônica. O perído de incubação é de 1 a 3 dias. Este tipo da doença pode se espalhar de pessoa a pessoa. Para ocorrer a infecção, é normalmente necessário contato direto e próximo com a pessoa ou animal doente. A peste pneumônica pode também ocorrer se um doente com peste bubônica ou septicêmica não for tratado e a bactéria se espalhar até os pulmões.

Sintomas

Peste bubônica: bubos (linfonodos aumentados, sensíveis e quentes ao toque), hipertermia, arrepios e prostração.

Peste septicêmica: hipertermia, arrepios, prostração, dor abdominal, hemorragia e choque.

Peste pneumônica: hipertermia, arrepios, prostração, tosse, dificuldade respiratória, pneumonia progressiva, que pode causar falência respiratória e morte se não tratada rapidamente.

Diagnóstico

Diagnóstico físico

O aparecimento do BUBO é sinal patognomônico da peste. Quando este e outros sintomas estão presentes, associados a um histórico de possível contato com roedores, pulgas, carnívoros doentes ou mortos, deve-se suspeitar de peste.

Diagnóstico laboratorial

Direto: esfregaço, cultura, teste de fluorescência e PCR - Material: bubo, sangue, lavado bronquial / traqueal e no caso de exames post-mortem, tecidos linfóides, pulmão e medula óssea.

Indireto: aglutinação - Material: soro

Tratamento

Tão logo o diagnóstico de suspeita de peste for feito, o paciente deve ser isolado e deve-se iniciar a antibioticoterapia tão logo as amostras para confirmação laboratorial forem colhidas. As drogas de escolha são estreptomicina e gentamicina.

Controle

Manejo ambiental e Educação em saúde – controle de roedores

Anitibioticoterapia preventiva - ?

Vacina - ?

O que você precisa saber: